Neste atual momento de minha caminhada já no Eixo IX, prestes a encerrar este maravilhoso curso de graduação na UFRGS posso afirmar que muito tenho aprendido e todas as áreas de minha vida foram, certamente, impactadas por novos saberes. Ao revisitar os Eixos I,II e III do PEAD pude novamente fazer as leituras com mais tranqüilidade e também entender conceitos que outrora não haviam me ficado claros, talvez pelo acúmulo de atividades pela pressão de datas não sei explicar o fato é que ao reler e refletir, novos saber foram acrescentados aos que já possuía. Me parece que tudo agora faz mais sentido tudo se conecta interliga formando uma rede de saberes. Estou muito satisfeita com esta proposta, pois também favorece na hora de escrever o TCC, pois quanto mais leitura melhor é o aprimoramento da escrita, e isto é fato inegável.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Revisitando interdisciplina - Eixo III

No Eixo III do curso de graduação em Pedagogia Séries Iniciais -modalidade a distância no ano de 2007, a interdisciplina Seminário Integrador propôs um grande desafio para os educandos. A atividade solicitada pelo professor tinha como objetivo construir os conceitos de evidência e argumentação junto a turma do Pólo de Gravataí, para tanto, os alunos deveriam assistir ao filme intitulado Doze homens e uma Sentença. Esta atividade foi bastante interessante pois, não tratava-se apenas de olhar um filme e apreciar a atuação dos maravilhosos atores o mais importante era manter um olhar atento aos detalhes e também as evidências apresentadas durante as cenas e também a argumentação feita de maneira magnífica pelo ator Henry Fonda. Foi sem dúvida um exercício inusitado e desafiante para mim como aluna do PEAD, lembro que na época não entendi o porque do professor ser tão enfático quando solicitava que esta atividade serviria para que os Portfólio de Aprendizagem fossem recheados de evidências e argumentação de nossa trajetória. Comecei neste período(Eixo III) a aprender que os trabalhos realizados deveriam mostrar muitas evidências de minhas aprendizagens e que minha argumentação ao escrever deveriam demonstrar autoria e embasamento teórico. Como foi importante esta atividade, pois muito tempo depois no EixoVIII durante o estágio curricular coloquei em prática as aprendizagens adquiridas e minha escrita revelava evidências de minha prática pedagógica e também argumentação sustentada em um aporte teórico. Agora em fase final já na escrita do TCC, revisitando esta atividade tenho compreensão da importância dos conceitos desenvolvidos pela interdisciplina Seminário Integrador que nos preparou a todos(alunos) para o final desta maravilhosa caminhada.
Revisitando interdisciplina - Eixo II
Ainda revisitando os semestres anteriores, as leituras parecem fazer maior significado para mim , visto que, no atual momento um longo caminho já foi trilhado nesta trajetória de aquisição de conhecimento ao longo de quase nove semestres como aluna do PEAD. A interdisciplina Desenvolvimento e Aprendizagem sob o enfoque da Psicologia (Eixo II) nos fez entrar em contato com as diversas teorias que tratam sobre a aquisição do conhecimento. Ao reler o texto Epistemologia Genética (disponibilizado no ano de 2007) pude recordar o que já sabia e entender o que na época não havia me ficado claro; talvez por falta de embasamento teórico. Este texto me fez refletir sobre a importância do profissional da educação de conhecer como se dá a origem do conhecimento humano para melhor entender os alunos que a cada dia partilham do mesmo espaço com o professor. Muitas da teorias de origem do conhecimento são reproduzidas em nossas escolas todos os dias, sem ao menos o professor entender por qual teoria sua prática pedagógica é influenciada e regida. A epistemologia genética partiu de muitos estudos realizados por Jean Piaget e suas observações do comportamentos de crianças em idades variadas. As teorias que tentam explicar o processo de aprendizagem são muitas, elas podem ser classificadas em três categorias conforme os critérios epistemológicos:
- Empirismo: o sujeito é um recepiente vazio e precisa ser preenchido pelo objeto(meio físico e social). A teoria Behaviorista é representante do empirismo.
- Apriorismo: o sujeito já nasce com conhecimento herdado geneticamente. Não é valorizado o objeto(meio físico e social) A teoria Gestalt representa a sustentação epistemológica do apriorismo.
- Interacionismo: o conhecimento acontece através da síntese permanente das condições internas do sujeito e do meio no qual ele está inserido, entre a maturação e a experiência adquirida. A epistemologia genética representa o interacionismo.
Trazendo estas teorias para a minha realidade penso que minha prática pedagógica está dividida em dois momentos distintos: antes do PEAD e depois do PEAD, com certeza poder obter conhecimento e aprender nos leva a refletir e identificar modelos pedagógicos adquiridos de formações muito antigas certamente baseadas no empirismo e apriorismo, que "sustetavam" até então um modelo de professora que já não faz mais sentido, pois o conhecimento não pode ser transmitido somente de forma verbal, mas as relações do sujeito com seu mundo através da ação mediada pelo eucador é que farão dos alunos sujeitos ativos, pensantes, autônomos, solidários enfim seres aptos para viver e contribuir para a sociedade.
Revisitando interdisciplina - Eixo I
Ao revisitar as interdisciplinas do Eixo I me deparei com textos e atividades muitos interessantes dos quais não lembrava mais. Com intuíto de achar um texto ou uma atividade significativa que me remetesse ao atual momento que estou vivenciando, ou seja, a escrita do TCC encontrei então um texto em forma de slides que serviria de base para a realização de dois desafios na interdisciplina de Educação e Tecnologias da Comunicação e Informação (TICs) bem no ínico da trajetória do PEAD. A proposta da interdisciplina era a de se trabalhar com o conceito de TICs e sua aplicação no contexto escolar. A atividade era justamente colocar a importância das TICs dentro do ambiente escolar, visto que, o mundo já estava e está impactado pelas profundas mudanças que as tecnologias de informação e comunicação têm gerado. A escola não pode ficar distante e indiferente a todo este movimento de transfomação que atinge as pessoas ,a forma de comunicação, entretenimento e a aquisição de conhecimento devido as grandes transformações que as TICs tem gerado.Me reportei então ao ano de 2010, em vias de conclusão do curso e posso concluir que as TICs são uma realidade em minha prática pedagógica, elas sem dúvida são ponto relevante na mudança do ensinar/aprender vivenciados por mim em meu estágio curricular no qual optei trabalhar com Arquiteturas Pedagógicas inserindo Projetos de Aprendizagem com minha turma de segundo ano do ensino fundamental. A partir, da utilização das TICs em minha prática pedagógica a proposta para o TCC foi encaminhada, pois vivenciar com uma turma de segundo ano das séries iniciais os PAs foi sem dúvida possível graças ao acesso aos novos recursos tecnológicos utilizados como ferramenta didático-pedagógica.
"Temos, porém, a noção do longo caminho que há ainda a percorrer para que a integração das TICs seja verdadeiramente transversal nos currículos e feita de forma sistemática e planejada, em vez de pontual e espontânea ....". Então, "uma escola que não recorra, ou melhor, que não integre os novos meios informáticos, corre o risco de se tornar obsoleta".
(PAIVA, 2002). PAIVA. J. (2002) - As Tecnologias de Informação e Comunicação: Utilização pelos professores.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Trabalho de Conclusão de Curso - TCC
Durante meu estágio curricular desenvolvi com minha turma Projetos de Aprendizagem, uma inovação na unidade escolar General Daltro Filho e também um desafio em minha carreira docente. A partir, desta prática pedagógica ficou evidenciado que meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) deveria contemplar questões relativas à minha experiência prática para a realização dos Projetos de Aprendizagem. Os questionamentos mais importantes levantados neste período foram os desafios, aprendizagens dos alunos e da professora e os percalços enfrentados ao longo da trajetória de construção dos PAs com uma turma de alunos bem pequenos; do segundo ano do ensino fundamental.
Gostaria de destacar duas questões buscadas no pbworks do Pólo de Gravataí que abrem possibilidades para elaboração do meu TCC. As questões são as seguintes:
· Desenvolvimento cognitivo dos alunos: possíveis influências das práticas pedagógicas do estagiário nos avanços da construção da autonomia, da colaboração e aprendizagem dos alunos em sala aula e ou nos ambientes informatizados.
· Uso das tecnologias e mídias: possíveis mudanças na compreensão e formas de uso das tecnologias no contexto das arquiteturas pedagógicas e trabalhos propostos no estágio – fomento do trabalho interativo, de autoria, a busca de diferentes fontes de informação, de mídias diversificadas e suas repercussões na aprendizagem dos alunos;
sábado, 12 de junho de 2010
Avaliação X Aprendizagem

Avaliação, assunto que preenche reuniões pedagógicas e momentos de descanso na sala dos professores, não existe tempo nem momento especial em que este assunto não esteja presente. Esta semana fiz juntamente com a orientadora educacional, e a diretora da escola o conselho de classe da turma do 2º ano da qual sou professora titular e aluna estagiária até o presente momento. Foi uma tarde de muita conversa, análise e reflexão de tudo o que foi feito durante o primeiro trimestre deste ano de 2010, é neste momento que passamos por todos os alunos e conversamos sobre como vai a aprendizagem de cada um. A avaliação dos alunos da turma 20B é feita através de parecer descritivo dando assim, um retorno para os pais sobre os avanços conquistados pelos alunos ao longo dos primeiros três meses do ano. Penso que quando o professor precisa avaliar seus alunos deve neste momento lançar um olhar sobre o todo e não sobre partes fragmentadas; o "ser" (aluno) é único, complexo, cheio de conhecimentos anteriores à escola, tem vontades, anda, fala, pensa, tem seu próprio ritmo e percebe o mundo que o cerca a sua maneira. É exatamente, por lidarmos com seres humanos e não com máquinas, animais ou plantas é que a avaliação deve em primeiro lugar respeitar o aluno desde os instrumentos que vão ser utilizados para fazer o diagnóstico até o momento em que as informações vão ser repassadas aos pais ou responsáveis. Acredito que a avaliação deve ser inclusiva , não autoritária e voltada para o desenvolvimento do aluno como um todo, citando LUCKESI , 1997 que nos diz:
“ Na avaliação inclusiva, democrática e amorosa não há exclusão,mas sim diagnóstico e construção. Não há submissão, mas sim liberdade. Não há medo, mas sim espontaneidade e busca. Não há chegada definitiva, mas sim travessia permanente em busca do melhor. Sempre !”
Realizei com meus alunos alguns trabalhinhos de português e matemática para ver como eles estão indo, não falei para eles sobre prova ou avaliação simplesmente disse que as mesmas atividades que eles estavam acostumados a realizar em aula, deveriam fazê-las com atenção e capricho e eu iria recolher para olhar e depois devolveria para eles. Tudo foi tranquilo, eles fizeram as atividades com atenção e capricho, leram com calma ,fizeram silêncio para que todos pudessem pensar com calma em um ambiente apropriado. Percebi neles comprometimento e a maioria apresentou suas aprendizagens de maneira muito satisfatória, o que me deixou imensamente contente. Como já mencionei quando penso em avaliação é um todo e não partes, e esta (avaliação) é feita diariamente em sala de aula quando tenho a oportunidade de observar meus alunos nas mais diversas situações sejam elas de aprendizagem, momentos informais ou em suas relações interepessoais. Como dizem HOFFMANN (1993) e LUCKESI (1995):
[...] "Os momentos das aulas contituem excelentes oportunidades para avaliarmos o aluno como um todo: suas atitudes, seus valores, sua participação, seu interesse, sua vivência e experiência, seu relacionamento, seu espírito de iniciativa, sua postura, respeito e tantos atributos, além de seu desempenho intelectual" [...]
“ Na avaliação inclusiva, democrática e amorosa não há exclusão,mas sim diagnóstico e construção. Não há submissão, mas sim liberdade. Não há medo, mas sim espontaneidade e busca. Não há chegada definitiva, mas sim travessia permanente em busca do melhor. Sempre !”
Realizei com meus alunos alguns trabalhinhos de português e matemática para ver como eles estão indo, não falei para eles sobre prova ou avaliação simplesmente disse que as mesmas atividades que eles estavam acostumados a realizar em aula, deveriam fazê-las com atenção e capricho e eu iria recolher para olhar e depois devolveria para eles. Tudo foi tranquilo, eles fizeram as atividades com atenção e capricho, leram com calma ,fizeram silêncio para que todos pudessem pensar com calma em um ambiente apropriado. Percebi neles comprometimento e a maioria apresentou suas aprendizagens de maneira muito satisfatória, o que me deixou imensamente contente. Como já mencionei quando penso em avaliação é um todo e não partes, e esta (avaliação) é feita diariamente em sala de aula quando tenho a oportunidade de observar meus alunos nas mais diversas situações sejam elas de aprendizagem, momentos informais ou em suas relações interepessoais. Como dizem HOFFMANN (1993) e LUCKESI (1995):
[...] "Os momentos das aulas contituem excelentes oportunidades para avaliarmos o aluno como um todo: suas atitudes, seus valores, sua participação, seu interesse, sua vivência e experiência, seu relacionamento, seu espírito de iniciativa, sua postura, respeito e tantos atributos, além de seu desempenho intelectual" [...]
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Projetos de Aprendizagem

Sinto-me motivada por esta experiência ímpar e posso perceber que os Projetos de Aprendizagem que os alunos da turma 20B estão realizando tornam-se a cada dia realidade, o que parecia no ínicio difícil de ser colocado em prática hoje percebo como uma conquista, um desafio sendo superado. Lendo o texto de Iris E. Tempel Costa e Beatriz Corso Magdalena - Revisitando os Projetos de Aprendizagem, em tempos de web 2.0 pude perceber que meus alunos estão no caminho certo e demosntram construções cognitivas, pois um trecho do texto citado acima diz que:
"È preciso salientar que os alunos , em especial os menores, tem inquietações que não vem facilemente à tona. Assim é necessário sentar com eles com muita calma e procurar escutá-los, sem induzir e direcionar."
Já passei por esta situação no ínicio da construção dos Projetos de Aprendizagem, quando foi necessário ouvir as perguntas dos alunos, chamá-los um por um e ir desafiando, perguntando até conseguir entender o que eles realmente gostariam de pesquisar, sobre qual assunto eles tinham realmente interesse.
Lembro que o grupo número 7 composto somente por meninas aproximaram-se, pois uma delas gostaria de saber sobre plantas e flores; as outras duas demonstraram interesse também por este assunto. Mas, quando o grupo se reuniu elas não conseguiam saber o que realmente gostariam de saber uma dava uma ideia, outra falava outro assunto e nas idas e vindas; passaram por flores, plantas, acharam que este assunto não era tão bom assim. Me chamavam a todo instante, pois não conseguiam encontrar o que realmente queriam, lembro que no meio do diálogo das três até pensaram em trocar de assunto resolveram então pesquisar sobre países, o que tornou-se infrutífero, visto que, não concordavam na escolha de um único país suas ideias não combinavam. Foi então que sentei com elas e comecei uma longa conversa. Citando o texto acima que nos diz:
"Fazer florescer e tornar mais preciso o que eles sabem e buscam é um passo fundamental no processo de construção cognitiva".
E finalmente, floresceu o tema do grupo "Plantas Carnívoras" o que foi de agrado e aceitação de todas. O tema gerador do PA então surgiu, quando uma delas mencionou que já havia lido alguma coisa sobre o assunto, contou para mim e para as colegas. Todas então ficaram impressionadas e empolgadas em descobrir tudo sobre as tais plantas carnívoras. Lembro que no dia seguinte uma das meninas trouxe para mostrar algumas fotos que ela havia buscado na internet e resolveu imprimir e trazer para aula, compartilhando assim com suas colegas de grupo e também com todos da turma. Foi muito interessante este movimento do grupo sete que no início estava cheio de dúvidas e incertezas, que partiu com uma ideia inicial e esta após muita conversa, discussão e trocas transformou-se em uma questão instigante e de interesse do grupo. Este grupo tem dado continuidade ao seu Projeto de Aprendizagem e até o momento percebo grandes conquistas e aprendizagens por parte de todas componentes do grupo.
"È preciso salientar que os alunos , em especial os menores, tem inquietações que não vem facilemente à tona. Assim é necessário sentar com eles com muita calma e procurar escutá-los, sem induzir e direcionar."
Já passei por esta situação no ínicio da construção dos Projetos de Aprendizagem, quando foi necessário ouvir as perguntas dos alunos, chamá-los um por um e ir desafiando, perguntando até conseguir entender o que eles realmente gostariam de pesquisar, sobre qual assunto eles tinham realmente interesse.
Lembro que o grupo número 7 composto somente por meninas aproximaram-se, pois uma delas gostaria de saber sobre plantas e flores; as outras duas demonstraram interesse também por este assunto. Mas, quando o grupo se reuniu elas não conseguiam saber o que realmente gostariam de saber uma dava uma ideia, outra falava outro assunto e nas idas e vindas; passaram por flores, plantas, acharam que este assunto não era tão bom assim. Me chamavam a todo instante, pois não conseguiam encontrar o que realmente queriam, lembro que no meio do diálogo das três até pensaram em trocar de assunto resolveram então pesquisar sobre países, o que tornou-se infrutífero, visto que, não concordavam na escolha de um único país suas ideias não combinavam. Foi então que sentei com elas e comecei uma longa conversa. Citando o texto acima que nos diz:
"Fazer florescer e tornar mais preciso o que eles sabem e buscam é um passo fundamental no processo de construção cognitiva".
E finalmente, floresceu o tema do grupo "Plantas Carnívoras" o que foi de agrado e aceitação de todas. O tema gerador do PA então surgiu, quando uma delas mencionou que já havia lido alguma coisa sobre o assunto, contou para mim e para as colegas. Todas então ficaram impressionadas e empolgadas em descobrir tudo sobre as tais plantas carnívoras. Lembro que no dia seguinte uma das meninas trouxe para mostrar algumas fotos que ela havia buscado na internet e resolveu imprimir e trazer para aula, compartilhando assim com suas colegas de grupo e também com todos da turma. Foi muito interessante este movimento do grupo sete que no início estava cheio de dúvidas e incertezas, que partiu com uma ideia inicial e esta após muita conversa, discussão e trocas transformou-se em uma questão instigante e de interesse do grupo. Este grupo tem dado continuidade ao seu Projeto de Aprendizagem e até o momento percebo grandes conquistas e aprendizagens por parte de todas componentes do grupo.
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